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Centro de Referência de Assistência Social ‘Rosa Modelli’ desenvolve paródia de cantiga para prevenir violência doméstica na zona Sul

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“O cravo e a rosa” ganhou nova versão para ensinar a Lei Maria da Penha aos atendidos do Serviço Social de Marília

O Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (SCFV) do Centro de Referência de Assistência Social (Cras) ‘Rosa Modelli’, localizado no bairro Paulo Correa de Lara, na zona Sul de Marília, desenvolveu um trabalho de conscientização e preventivo abordando o tema violência doméstica. Uma das atividades recorreu à ludicidade para apresentar a Lei Maria da Penha aos usuários do Serviço Social.

A trajetória da farmacêutica e bioquímica Maria da Penha Maia Fernandes (nascida em 1945, em Fortaleza, Ceará) foi narrada aos usuários do Cras. A brasileira deu origem à legislação que leva seu nome e que estabelece as formas da violência doméstica contra a mulher – seja física, psicológica, sexual, patrimonial e moral. Informado sobre a disponibilidade do Disque 180 que, além de registrar denúncias de violações contra mulheres, realiza o encaminhamento das queixas até os órgãos competentes, além de monitorar os casos registrados. Por meio de ligação gratuita, o Disque 180 dissemina informações sobre direitos da mulher, amparo legal e possui rede de atendimento e acolhimento. O serviço é sigiloso (totalmente confidencial) e funciona 24 horas por dia, todos os dias da semana.

Paródia

A partir da apropriação de todas essas informações pelas crianças, relacionadas à violência doméstica e à Lei Maria da Penha, foi desenvolvida a paródia ‘O cravo e a rosa’. Cantiga escolhida por perceber que não se pode aceitar mais que o cravo brigue com a rosa a ponto dela se despedaçar. Com a paródia pronta e com a ajuda da cuidadora, as crianças desenvolveram máscaras de cravo e rosa para participar da gravação de um clipe. O cenário do vídeo foi desenvolvido pelos jovens com material simples, como cartolina, EVA, TNT e bexigas, tendo apoio e supervisão da cuidadora.

Com a nova letra, a cantiga ‘O cravo e a rosa’ ficou assim: “O cravo e a rosa – O cravo brigou com a rosa/Mas isso foi no passado/ Depois da Maria da Penha/O cravo ficou acuado/ A Lei protege a Rosa / E ela ciente está / Se o cravo brigar com a rosa/ Ela vai denunciar/ Nem precisava de Lei/Para o cravo respeitar/Ele não é dono dela/Não pode nela encostar/A rosa tem amor próprio/Não aceita essa situação/Se o cravo pisar na bola/Vai direto pra prisão’.

“Desenvolvemos atividades sobre a violência doméstica, iniciando com roda de conversa, seguindo com histórias trazidas pelos próprios usuários e debatidas entre eles. A ideia surgiu pensando em englobar autonomia pessoal, informação, comunicação, defesa de direitos e cidadania porque as crianças de hoje serão os adultos de amanhã”, destacou a cuidadora social e mentora do grupo ‘Liga da Bondade’. Antes da atividade da paródia, as crianças do Cras escreveram um livro ‘O Adeus ao Monstro Bull’ sob a orientação da cuidadora Shirlei Onoel de Jesus. A obra foi lançada em 2022 e ganhou destaque na Imprensa.

A paródia ‘O cravo e a rosa’ alcançou o objetivo proposto, conforme explicou a responsável pelo Cras ‘Rosa Modeli’, Angela de Freitas Mozini. “O objetivo de trabalhar a independência feminina, o empoderamento, a sororidade entre as mulheres, o respeito do homem para com a mulher e o machismo estrutural, foi plenamente alcançado”.

O secretário municipal da Assistência Social, Delegado Wilson Damasceno, ratificou que “a família é a base para o desenvolvimento do ser humano”. “A violência doméstica e familiar contra as mulheres é recorrente e presente no mundo todo, motivando crimes hediondos e graves violações de Direitos Humanos. Empoderar crianças e adolescentes, em especial, meninas, é uma forma de coibir a expansão desse mal que não escolhe idade, classe social, raça, cor ou escolaridade”, complementou o Delegado Damasceno.

“A violência doméstica é um assunto sensível e muito embaraçoso entre os adultos, imagine o quanto é complexo tratar deste tema com as nossas crianças e os nossos adolescentes? Realmente, trata-se de um trabalho muito específico, que requer conhecimento, inteligência e, acima de tudo: sensibilidade e amor. Tratá-lo de forma lúdica é uma forma inteligente de abordar o assunto e garantir às crianças e adolescentes de hoje a formação consciente e que na vida adulta possam estar emocionalmente conscientes, totalmente aptos a resolver suas dificuldades e encontrar caminhos, diálogos e formas não-violentas para solucionar questões e problemas. Parabenizo o serviço pela iniciativa”, concluiu o prefeito de Marília, Daniel Alonso.

Fotos: Divulgação

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