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A CAUSA ANIMAL DA CIDADE DE MARÍLIA ESTÁ EM SITUAÇÃO DE CALAMIDADE, por GABRIEL FERNANDO

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Gabriel Fernando

(Diretor Operacional Da Ong Spaddes)

Existe um assunto muito delicado que vem sendo recorrente nos grupos de proteção animal. A crise financeira está levando ONGs e Protetores a uma situação de calamidade.
É sabido que o limite já ultrapassamos tem muito tempo. O que restou agora é um desespero sem fim. As pessoas simplesmente pararam com as doações e os animais já tutelados estão em sério risco! E não estamos falando de ONGs famosas e protetores estrela com milhões de seguidores. Estamos falando desta proteção animal real, que se faz no dia a dia das cidades. E vivendo esta situação a fundo temos que pontuar algumas questões.
Os resgates midiáticos das redes sociais não condizem com a realidade. Já foi falado que o resgate se inicia no recolhimento. A reabilitação do animal faz parte do resgate. Dependendo da situação, serão meses de tratamento e anos até uma adoção responsável (se ela acontecer). Todo este processo exige ajuda financeira e material. Resgates midiáticos dão a falsa sensação de que recolhimentos são fáceis de se fazer e que não existem limites físicos, emocionais e financeiros.
Sem a sociedade participativa não existirá mais proteção animal. ONGs com mais de 10 anos de atuação estão fechando as portas literalmente. Enfrentando a crise encerram-se os recolhimentos e com isso desaparecem as doações. É comum as doações surgirem apenas para situações imediatas. A manutenção dos abrigos tem sido um dos maiores desafios neste momento. Animais abrigados se alimentam, tem necessidades de higiene e saúde, adoecem. Existe esta errônea sensação que recolheu o animal, resolveu-se o problema. Animal recolhido é animal esquecido. E precisamos a todo momento reforçar que não existe este lugar mágico aonde os cães saltitam alegremente. Na maioria das vezes, encontram-se em locais superlotados, sem estrutura, disputando os poucos recursos.
Além disso é importante frisar a importância da guarda responsável. Tutores devem manter um mínimo de cuidados básicos, como manter seus animais castrados, vacinados, vermifugados, com controle de pulgas e carrapatos e alimentados. Evitar as voltinhas sem supervisão, telar as janelas em caso de gatos. E sobretudo pensar muito bem antes de adquirir um animal. Deve-se calcular todos os custos e manter sempre uma reserva para emergências. Abandonar nunca é uma opção, até porque é crime!
A omissão do Poder Público chegou num ponto insustentável. Estabelecer políticas públicas para animais vão muito além do que propaganda bonita em redes sociais. Gestores municipais não podem mais ignorar que são os responsáveis legais e que a obrigação na implantação e execução de políticas públicas cabe ao Poder Executivo. A sociedade participativa também pode se unir aos protetores locais e exigir políticas de manejo populacional como programas de castração e programas de educação e desconfiar com veemência dos municípios que recolhem sumariamente animais das ruas.
No mais, há necessidade do esforço coletivo para ajudar na manutenção dos casos já existentes. Não existe doação ruim ou boa. Qualquer ajuda é sempre bem-vinda.

fonte: redes sociais
foto: ilustração/redação gpn

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